
Os atores conseguem envolver melhor, tocar cada um dos presentes de forma mais calorosa. E o clima se estabeleceu, claro o espetáculo foi mais cômico, mas quem disse que a poesia não pode ser engraçada? Felizmente a poesia pode ser tudo!
Quando um espetáculo é bem concebido, e alcança um certo grau de perfeição, mesmo que haja substituições, os atores que entram rapidamente se vêem em meio a esse mundo proposto. Mérito aí de Dulce Jorge(St. A) e Cléber Lorenzoni(St.I ), que mantém seu trabalho com pulso firme. O Teatro é de certa forma uma ciência exata, o teatro pode ser matemático, é emoção, uau, o teatro é tudo!
A atriz Fernanda Peres (St.III) preenche muito bem a lacuna deixada pela protagonista anterior. Peres tem um talento magico, uma facilidade para ambientar-se, uma lucidez cênica e um profundo respeito pela platéia. Talvez por isso mesmo consegue sempre em questão de poucos dias abraçar a personagem que lhe é delegada. Pois bem, precisa de mais técnica, mas essa técnica precisa ser buscada calmamente, sem turbilhões, sem pressões para não massacrar seu talento. Diria que para agora é mister trabalhar a voz, e o corpo no espaço cênico.

Alessandra Souza (St.III ) e Renato Casagrande (St.II ) são os mesmos, ele com mais recursos que em 2012, mais cartas na manga. É um ator de energia, presença, e foi sem dúvida muito generoso com a colega de cena, pode ainda rever a cena da transformação, ousar, criar, sentir algo novo. Alessandra é uma atriz mais sutil e por isso mesmo precisa de mais força em cena para chegar onde quer. A Rainha das Rainhas estava belíssima, mas fugia um pouco da proposta do espetáculo. Mas foi bom ver a naturalidade com que a atriz atuou, sem a tensão nervosa que atores estreantes tem e que pode pôr em risco a encenação.

Cléber Lorenzoni (St.I) segurou o espetáculo e pontuou as cenas. A cada entrada do Senhor Poeta e de Malaquias o público sorria envolvido novamente. E o interessante é ver um ator já de tempos, desafiado pelo novato. Cléber conhece, e não poderia ser diferente, as cartas na manga de todo os seus atores. Mas Evaldo era surpresa constante em cena. E isso fez o ator/diretor se remotivar em cena.
A iluminação de Luis Fernando Lara foi pobre de climas, falta de alma, e de possibilidades téncicas. Espetáculo infantil precisa possuir mais luminosidade, mais cor. A trilha de Gabriela Oliveira foi pontual, mas as vezes um tanto pesada
Lili Inventa o Mundo encantou quem assistiu e parece realmente pronta para nova turnê. Parabéns aos atores do Máschara que sempre vencem os desafios que os nossos perspicazes Deuses do teatro impõe.
Cléber Lorenzoni (***)
Alessandra Souza (**)
Evaldo Gullart (**)
Fernanda Peres (***)
Roberta Queiroz (**)
Renato Casagrande (***)
Gabriela Oliveira (**)
Luis Fernando Lara (**)
Ricardo Fenner (**)
Dulce Jorge (**)
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