

O espetáculo estreou há três semanas, no entanto seu elenco apresenta-se maduro, extremamente preparado. Gabriel Wink comunica-se com o público com extrema facilidade, fazendo as crianças participarem, opinantes e interessadas. As maquiagens são brilhantes. E mesmo o espaço pequeno do auditório da escola presta-se perfeitamente para a encenação e não tira o brilho do espetáculo. Esses anos de Máschara tornaram o grupo preparado para qualquer tipo de palco. Alessandra Souza está a cada apresentação mais afiada com sua galinha, faltando apenas algo de novo em seu cacarejar. Embora a construção e lapidação da interpretação esteja aguçadíssima. Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni dão show a parte em sua briga de gato e cão. Foram duas apresentações em uma mesma tarde e já vi muitos grupos fazerem a primeira muito bem e na segunda estarem cansados. O Máschara esquenta a engrenagem na primeira e na segunda vem explosivo e marcante.
Haverá o dia em que o teatro do Máschara não mais nos encherá os olhos, não mais regalará as crianças, envolverá os adultos, emocionará os públicos e honrará nossa mui leal cidade. Mas não pensemos nisso agora, apenas abramos espaço para esses atores empedernidos, pois o teatro pede passagem e pode sim muda o mundo.
Gabriel Wink ***,**
Alessandra Souza **,**
Cléber Lorenzoni*,**
Renato Casagrande **,***
Gabriela Varone ***,**
A Rainha
Comentários
Postar um comentário