
O espetáculo teve inicio às 7 horas e 19 minutos. Cléber Lorenzoni adentrou a cena com energia, foco e técnica vocal, logo auxiliado por Dulce Jorge que sempre me surpreende quando faz comédia. No entanto alguma coisa não correu como devia, o começo estava tenso, e só desenrolou-se a partir da terceira cena. Angélica Ertel e Ricaro Fenner deveriam jogar mais quando estão juntos em cena, mas triangulam bem com as outras personagens. Algumas piadas pareceram se perder com o tempo, mas a graça era bem feita, mérito também de Luis Fernando Verissimo que criou magnificamente o personagem tema. As atrizes convidadas Marcele Franco e Tatiana Quadros executaram bem suas cenas. Tatiana Quadros com muito pique por sinal. Sua cena cresceu e alcançou muito bem o público. Marcele Franco forçou um pouco na tentativa de arrancar risos, mas foi pontual. Gabriel Wink entrou em cenas curtas, fez dois personagens, primeiro um tipo interessante e logo depois um delegado carregado de sua já conhecida veia humorística de personagens velhos.

Ed mort é um espetáculo pronto e não pode cair nas armadilhas que atores preguiçosos e acomodados se auto impõe. A direção é muito orgânica no espetáculo, uma cena desemboca na próxima com coerência e simplicidade. A cena da troca de roupa é rápida e surpreende com astúcia e a solução para o corpinho mais cheinho da intérprete de Penélope é muito perspicaz. Nem só as magrinhas são gostosas...
O espetáculo passou rápido, com ritmo mas me parece terminar muito de repente, o que não chega a incomodar.
Ed Mort não tem o glamour de As Balzaquianas, ou a versatilidade criativa de A Maldição do Vale Negro, nem a rica mensagem de Deu A louca no ator. Mas é um bom espetáculo que sempre aprecio assistir. Aguardo no entanto ansiosa para ver o que meus artistas preferidos guardam para as próximas edições do cena às 7.
Teatro é Vida
A Rainha
dois céus
oito terras
um inferno
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